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22

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20

Esse negócio de ficar classificando quem não tem o mesmo ponto de vista que você de “não evoluído” é uma aberração total em minha opinião.

É natural que as pessoas discordem de fatos diversos, consequência inevitável da diversidade cultural. As sociedades possuem hábitos diferentes e isso de certa forma impulsiona a evolução.

A troca de valores inter-sociedades produz guerras e paz. Os conflitos são lamentáveis e as convivências harmoniosas são fruto de absorção de cultura de um lado e de outro.

Por mais que um costume possa parecer bizarro e criminoso do ponto de vista de uma sociedade, caso a sociedade considerada “opressora” esteja cercada por outras de pensamentos antagônicos, ou ela se adapta a uma nova situação ou poderá sofrer retaliações em forma de conflitos ou sanções de modo a tornar o seu comportamento compatível com as demais, permitindo um contato social que proporcionará a evolução de todas as outras.

Logicamente isso não inviabiliza os protestos como os que conhecemos, mas devemos admitir que as organizações políticas podem agir a favor ou contra uma situação social, moral, melhores do que as que observamos, ou seja, podem atrasar ou favorecer processos benéficos para o conjunto.

Mar

20

Quando eu estava na graduação em Física fiz iniciação científica na área de Simulações Computacionais.

Com o tempo eu passei de usuário a colaborador do laboratório no IF-UFF onde estas simulações eram realizadas, pois sempre me interessei por hardware e sistemas.

Desde que começaram a chegar lá máquinas AMD64, como o FreeBSD era um sistema que já tinha suporte a esta arquitetura, todos os Linux foram sendo substituídos, e hoje praticamente todas as máquinas rodam este sistema.

Ele se mostrou bastante estável, e se não fossem as manutenções e problemas na rede elétrica que alimenta o instituto teríamos quase todas as máquinas ligadas há meses, talvez anos, com histórico de problemas praticamente nulos.

Desde 2003 tem sido assim [ eu já usava FreeBSD mas as máquinas AMD64 chegaram bem depois ] e este sistema tem demonstrado ser bastante robusto e confiável.

Para mim, a característica que ainda falta é a compatibilidade com o Flash Player e o Java Plugin para esta arquitetura, que até onde eu sei ainda não existe. Fora isso, quase tudo compila e roda muito bem.

Eu costumo compilar os sistemas para que também possam ser usados como Desktop, e tenho preferência pelo ambiente gráfico KDE.

A partir de determinado momento todos os sistemas passaram a ser construídos no próprio laboratório, utilizando o recurso de Jails [ ambientes enclausurados ] do FreeBSD, aliado ao gmirror.

Instalado um sistema, ele é automaticamente replicado para os outros discos rígidos, e a tarefa de administração torna-se muito fácil e prática, pois todas as estações são praticamente clones umas das outras.

Para quem tem facilidade de instalar o FreeBSD sem CD de instalação, ou seja, utlizando um Live CD [ FreeSBIE, Frenzy, etc. ], conectando-se a uma rede, criando as partições no disco e descompactando o sistema de outro local [ ou do próprio disco rígido, caso já tenha sido particionado e o sistema compactado copiado para ele ], eu poderia compartilhar o sistema atualmente em construção, em uma Jail, criando um arquivo .tbz para que possa ser copiado. Mas para isso eu precisaria de um repositório para guardá-lo, pois o tamanho deste arquivo é da ordem de Gb [ eu procuro compilar tudo que acho necessário para um Desktop e uma Estação com Fins Científicos: KDE, GNUPlot, Gimp, LaTEX, Mozilla, Firefox, OpenOffice, KOffice, etc ].

O único inconveniente para Desktop é a falta do Flash Player e do Java Plugin [ eu andei testando o GNash, mas não obtive bons resultados com ele, por isso preferi não incluí-lo ].

Claro que um leigo não teria condições de instalar um sistema desta forma, mas quem aprende vê que é mais fácil do que usar o CD de instalação, e a partir de um determinado momento passa a construir o seu próprio sistema!!!

Abraços a Todos.

Mar

20

Eu costumo ler o FUG, o site do Grupo Brasileiro de Usuários de FreeBSD.

Há uns dias uma notícia interessante foi publicada, a de que um artista alemão, Johannes Kretzschmar, desenhou ilustrações do Beastie e do Tux, mascotes do FreeBSD e Linux respectivamente, em situações diversas.

Como as imagens estão sob a licença Creative Comms 2.0, o próprio FUG criou uma galeria com estas imagens, que podem ser visualizadas aqui

Como crédito ao trabalho do autor, o seu site pode ser acessado clicando aqui.

Mar

14

Eu conheci a banda Outlandish, uma banda de Hip-Hop, depois de assistir no Youtube um vídeo de um protesto organizado por Judeus e Muçulmanos tendo em vista os ataques praticados por Israel contra o Líbano e a Faixa de Gaza. O protesto aconteceu na Embaixada de Israel em Washington(EUA), em 2006.

Neste caso a trilha sonora do vídeo me chamou a atenção. Várias vezes vasculhei a parte de comentários até que alguém perguntou sobre a banda, e um tempo depois outra pessoa postou estas informações.

Com isso encontrei na Wikipedia uma referência em português sobre o grupo. Segue abaixo um trecho do que diz a página:

“Outlandish é uma banda dinamarquesa de música hip-hop A banda foi formada em 1997 e é constituída por: Isam Bachiri Azouaoui (nascido na Dinamarca), mas filho de pais marroquinos; Waqas Ali Qadri (nascido na Dinamarca, mas descendência paquistanesa) e Lenny Martinez (das Honduras). Todos os membros são religiosos, sendo Isam e Waqas muçulmanos, e Lenny católico. Os membros da banda vivem em Brøndby, perto de Copenhaga”.

Existem várias páginas na Internet que contém traduções de várias músicas, que obviamente devido ao próprio estilo apresentam conteúdo literário relevante. Creio que não foi à toa que Look Into My Eyes foi utilizada como trilha sonora para o vídeo.

Mas enfim, considerei um bom trabalho e não hesito em divulgá-lo.

Seguem abaixo os links para a página da Wikipedia que traz informações sobre a banda e para o vídeo do protesto de 2006 postado no Youtube:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Outlandish

http://www.youtube.com/watch?v=DuSlsiW9hT8

Mar

13

Mar

8

Vamos escrever um pouco sobre como as pessoas integram às suas vidas os sistemas religiosos, tentando agregar os conceitos abstratos de vida após a morte na resolução de problemas que elas mesmas deveriam solucionar, mas que acreditam ser mais cômodo “utilizar os serviços” de um ser hipotético, aqui denominado “entidade espiritual”.

Ando lendo literatura espírita desde meados de 2000. No início tudo é lindo e maravilhoso. Os “karmas” são perfeitamente explicados. Você se rende à teoria pois de fato ela é fascinante.

Mas se você acompanha os acontecimentos de forma geral começa a perceber alguns equívocos, e um dos primeiros é o aumento da população mundial [ isso é rebatido pela comunidade espírita com o argumento de que "seres de outros planetas" integram-se à comunidade dos que aqui já estão. ]

Se você mantém o espírito científico em suas observações e tenta traçar alguma analogia entre sofrimento e condições financeiras dos indivíduos observa uma discrepância ainda maior, pois a concentração de renda global tende a aumentar tanto quanto a desigualdade social, o que conduz à probreza, miséria e conflitos regionais, que têm como consequência guerras e genocídio de populações e etnias [ vide o genocídio de Palestinos patrocinado pelos EUA e pelo estado de Israel, que o executa. ]

Muitos outros equívocos podem ser observados, como por exemplo os assuntos tratados nas “psicografias” dos mais diversos “médiuns”, onde é marcante nos romances episódios que envolvem praticamente indivíduos de classes economicamente mais abastadas, o que à primeira vista inviabiliza a evangelização dos menos favorecidos, os mais necessidados de auxílio.

Então voltando ao assunto “karma”, mesmo que fosse extrapolado o número de indivíduos maus, responsáveis por massacres por exemplo, supondo que eles tivessem “reencarnado” em um local de conflito a fim de “expiarem as suas faltas”, o número de inocentes mortos barbaramente é tão grande que esta hipótese parece um absurdo.

Eu acredito que seja natural eu pensar que quando morrer vá para outro lugar. APESAR DOS PESARES, DO QUE POSSA ESTAR PARECENDO, EU NÃO ESTOU NEGANDO NEM ATACANDO O ESPIRITISMO, MAS SOMENTE ARGUMENTANDO POSSÍVEIS INCOERÊNCIAS.

Eu acredito em um Deus, e penso que basta para cada Ser todos os dias tentar tornar-se um pouco melhor do que ontem. Se todos praticassem este princípio teríamos um mundo menos violento, com menos guerras e mais fraternidade entre os povos.

E se continuar a considerar a hipótese da reencarnação uma conclusão é certa: do mesmo jeito que existem sociedades com pensamentos antagônicos que se sobrepõem umas sobre as outras de certa maneira, as “Sociedades Espirituais” agem da mesma forma, ou seja, há espíritos beneficiados e prejudicados pela “má administração” das sociedades em questão. Com isso, coloca-se em dúvida o conceito de “Justiça Divina” endossado pela Teoria Espiritualista descrita nas obras de Allan Kardec. Ela pode até existir, mas não deve ter sido esclarecida em toda a sua plenitude nestas obras.

Só não vale dizer que “o fenômeno é tão complexo que a inteligência humana é incapaz de compreendê-lo”, ao mesmo tempo em que se admite que “inteligências desencarnadas programam os renascimentos na face da Terra”, como se estas mesmas “inteligências”, também sujeitas a “lei da reencarnação”, ou seja, ainda com “contas a ajustar”, fossem desprovidas de “defeitos morais” que não afetassem suas [ e de terceiros ] programações negativamente, mesmo talvez possuidoras das melhores intenções [ é comum muitas vezes levarmos a cabo determinadas tarefas que nós temos a plena convicção de que são corretas e benéficas, mesmo sendo prejudiciais a si ou a alguém. Resumindo, é difícil você convencer alguém de que sua lógica não é a correta, mesmo apresentando contra-argumentos coerentes ].

Sabe, uma vez eu perguntei a um amigo sobre qual idéia de Deus ele tinha e ele me respondeu o seguinte: “eu acho que é algo muito poderoso, mas que perdeu o controle sobre sua própria criação…”

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