Nov

27

Hoje estava dando uma passada na Folha Online e vi com surpresa a notícia: “Ministério Público Federal investiga programa de Jô Soares”

Segundo esta reportagem o Ministério Público estaria investigando o “Programa do Jô” por suposta manifestação de preconceito.

De acordo com a reportagem, em um programa exibido em junho o apresentador teria feito comentários que manifestaram preconceito em relação a hábitos e costumes culturais de um país Africano.

Mais a frente esta reportagem menciona comentários feitos por Jô Soares, que comparou penteados tradicionais com a vagina.

Não duvido que o Jô Soares tenha feito comentários assim, afinal de contas, ele é bastante cômico [ Até porque já assisti "trocentos" programas dele, onde ele não perde a oportunidade de fazer piada com qualquer coisa.]

Eu não assisti a este programa, portanto, não posso emitir uma opinião sobre o ocorrido, mas desde já deixo claro que este fato se parece muito com uma situação tal qual: você tem um programa e tem o direito de manifestar suas opiniões, correto?[ coerentes com princípios de convivência pacífica claro]

Você então diz que não concorda que algumas culturas pratiquem a extirpação do clitóris de crianças e adolescentes. Então por causa disso você ou o seu programa vão ser investigados?

Se realmente foi isso que aconteceu, o que seria do Jô Soares se ele manifestasse alguma opinião divergente envolvendo judeus? Então ele seria investigado por promover o nazismo só porque os judeus sofreram o holocausto?

Pois então minha gente. Pode não ter acontecido nada disso do que falei, afinal de contas, eu não assisti ao programa, mas a mensagem que tiro de tudo isso é: às vezes é perigoso criticar, mesmo de forma construtivista, ideologias, fatos históricos, culturas, ou o que for.

Às vezes o preço que se paga por ser transparente é muito alto. Mas resistir à censura é preciso.

Nov

25

O Br-Linux está realizando o Censo Anual da Comunidade Linux Brasileira. Caso o leitor seja usuário de ferramentas ou Sistemas Open Source é interessante participar.

O link é http://br-linux.org/linux/favoritos2007. O prazo para votar é até 6 de dezembro.

Nov

25

ATENÇÃO: ESTE TEXTO NÃO É DE MINHA AUTORIA. ENCONTREI ELE EM UMA PÁGINA CUJO TÍTULO É “REFLEXÃO SOBRE A ARROGÂNCIA - BY AGNALDO PILA”. A PÁGINA CONTÉM INSTRUÇÕES PARA AQUELES QUE DESEJAM PUBLICAR ESTE TEXTO EM BLOGS, ARTIGOS E OUTRAS PUBLICAÇÕES: CITAR QUE FOI RETIRADO DE http://www.avt.com.br/.

Acima da capacidade intelectual e profissional, está a capacidade de reconhecer que nenhuma verdade é absoluta. Ter a humildade em admitir o próprio erro, mesmo que isto represente situação adversa, é digno e nos aproxima das outras pessoas. O segredo do sucesso, começa por ser querido por todos. A chance de obter sucesso é inversamente proporcional ao número de inimigos que você cria. Ter confiança em si próprio, sim. Ser arrogante, JAMAIS. Não confunda arrogância com coragem, ousadia liderança ou segurança.

Os arrogantes colecionam fracassos (nem sempre financeiros), mas todos sempre são justificados e cada justificativa incabível, gera outro fracasso e o ciclo nunca é interrompido.

O arrogante tem características facilmente notadas:

As vezes, agindo com a arrogância, algumas pessoas conseguem o que querem à curto prazo, mas a longo prazo perdem o que há de mais precioso na vida: a amizade, o respeito e o carinho das demais pessoas. O indivíduo “tem tudo na vida”, mas não se sente feliz.

O arrogante é cercado por uma nuvem negra de problemas que afeta todos aqueles que por uma infelicidade, estão ao seu lado. Distancie-se dele !

“As pessoas de grande arrogância não possuem integridade, vacilando e mudando de opinião conforme a situação.

Fazem guerra, matam, roubam, enganam e se justificam inventando um motivo nobre.

Agem com arrogância os que ensinam aos outros o que eles próprios desconhecem. Quem não sabe para si, não ponha escola.”

O arrogante certamente considerará este texto, como sendo arrogância de quem o escreveu ou simplesmente continuará justificando seus atos e tentando mostrar qualidades onde não existe.

Nov

23

algumas vezes minhas análises políticas e econômicas enfatizem certos aspectos nocivos do capitalismo. Eu considero isso normal.

Este vídeo me foi indicado há bastante tempo. Estava me lembrando dele hoje. Acho útil divulgar. Pois então, ele segue abaixo:

Nov

20

“Uma nação pode

November 20, 2007 | Leave a Comment

sobreviver aos idiotas e até aos gananciosos. Mas não pode sobreviver à traição gerada dentro de si mesma. Um inimigo exterior não é tão perigoso, porque é conhecido e carrega suas bandeiras abertamente. Mas o traidor se move livremente dentro do governo, seus melífluos sussurros são ouvidos entre todos e ecoam no próprio vestíbulo do Estado.

E esse traidor não parece ser um traidor; ele fala com familiaridade a suas vítimas, usa sua face e suas roupas e apela aos sentimentos que se alojam no coração de todas as pessoas. Ele arruína as raízes da sociedade; ele trabalha em segredo e oculto na noite para demolir as fundações da nação; ele infecta o corpo político a tal ponto que este sucumbe”.

Discurso de Cícero, tribuno romano, 42 a.C.

Nov

18

Num passado não muito distante eu já acessei esta parte do Developer´s Handbook, e por acaso hoje acessei de novo. Como agora tenho um blog acho útil divulgar esta informação, assim como achei útil divulgar o *BSDstats Project.

Pois então, a programação em sockets é um ótimo exercício para fixar os conhecimentos adquiridos em Redes de Computadores.

Acaba sendo fascinante ver como as redes de pacotes dominaram o planeta. Muitos que até trabalham com Tecnologia da Informação sequer imaginam que um processo rodando em uma máquina comunica-se com outro processo em outra máquina a centenas de quilômetros de distância, por exemplo. Que os roteadores no meio do caminho somente armazenam e repassam os pacotes baseados nos endereços IP origem e destino. Que o estado de uma conexão TCP só existe para os hosts envolvidos nesta conexão.

Bom, não preciso escrever um livro sobre isto. No mercado já existem títulos variados. Reitero que é um assunto interessantíssimo. Quem se interessa e dá sorte de arrumar a bibliografia correta não larga mais!.

Mudando um pouco de assunto, este negócio de bibliografia influencia muito. Mesmo que você adore um assunto, se você arrumar um livro que apresente o conteúdo de forma não muito clara, você acaba ficando desaminado em aprender aquilo.

Mas vamos terminar. A url do Developer´s Handbook, capítulo sobre Sockets, segue abaixo:

http://www.freebsd.org/doc/ en_US.ISO8859-1/books/developers-handbook/ sockets.html

Até a próxima. Abraços.

Nov

15

Nov

13

Parece sarcasmo, mas estou mesmo bastante atarefado. Minha caixa postal está entupida. É incrível e até difícil de acreditar, mas estou atarefado a tal ponto de não conseguir utilizar o computador como há tempos atrás.

A publicação deste texto foi uma batalha árdua entre mim e minhas tarefas.

Hoje vou falar sobre Software Livre e Software Proprietário.

Outro dia eu me interessei pela notícia O esforço para o sucesso do Linux em Desktops é em vão?, publicada no Br-Linux, e mesmo não tendo lido o artigo completo pude refletir bastante sobre o assunto.

A minha visão é bem ampla sobre isso. Quem me conhece sabe o que estou falando.

Mesmo que exista o ideal de compartilhamento da informação, é fato que todos vivemos sob um sistema capitalista. Mesmo que o Software Livre venha a ser instrumento de um modelo de negócios mais ou menos bem sucedido melhor do que temos visto hoje, ele deverá cumprir o requisito de gerar lucro.

Infelizmente a autorização de modificação de código e fornecimento deste código é um obstáculo a um modelo de negócios baseado no vigente. Além disso, é preciso levar em conta que sistemas baseados em Unix não foram feitos para usuários finais.

Se você negar a minha interpretação do parágrafo anterior, também digo que na época em que foi concebido o Unix talvez não existisse o termo “usuário final”. Mas este termo foi criado pelas empresas de software e atualmente já está consolidado.

Não só está consolidado o termo, como também está consolidado um modelo de negócios e pior do que isso, está consolidado o comportamento das massas de usuários, de que só o que está de acordo com o método vigente é passível de confiabilidade de suas partes.

Esta “visão de mundo digital” é o principal obstáculo ao avanço do GNU/Linux nos desktops na minha opinião.

Acho que tentar transformar o GNU/Linux em um Windows não é o melhor caminho para a popularização do sistema. Por detrás de toda a dificuldade de popularização está a visão de mundo digital que os usuários carregam. E isso não se muda com uma maquiagem. Isto leva tempo, e muito tempo.

Então quando você tenta vender um sistema maquiado a um usuário imbuído de preconceitos e este usuário encontra dificuldades na sua utilização, você ganha mais um inimigo para este sistema.

Isso não quer dizer que não tem havido desenvolvimentos para tornar ele mais amigável aos usuários finais, ou que isso não seja importante. Pelo contrário. Mas acho que falta uma conscientização de que GNU/Linux não é Windows.

Os sistemas são diferentes, sempre serão diferentes, e discussões comparando-os serão inúteis.

Para mim é muito fácil e até mais rápido copiar um arquivo em modo texto do que utilizar um sistema de janelas, clicar nisso ou naquilo, arrastar, etc.

Sei que é difícil para um usuário leigo acreditar, mas isso é uma realidade incontestável para bandos de usuários de sistemas baseados em Unix, como eu. E olha que eu nem utilizo GNU/Linux. Sou usuário de FreeBSD, um sistema muito menos conhecido.

Porém, as massas estão programadas para pensar diferente, para pensar que tudo o que não seja igual ao Windows, é ruim. Então se você não conscientiza um usuário disponível a migrar, você pode ganhar um inimigo para o seu sistema.

Não sou contra a venda de software. Se você se esforçou produzindo um software nada mais do que justo que você cobre por isso.

Sei que existem dificuldades no modelo livre justamente porque não há como centralizar o desenvolvimento. Sob certos aspectos a centralização é uma característica benéfica.

Esta centralização está um pouco presente no desenvolvimento do FreeBSD, e por está razão eu migrei de GNU/Linux para ele. Além disso, a licença BSD é um tanto quanto menos “restritiva” do que a GPL.

Mas sem discutir aspectos burocráticos, pois acima de tudo um usuário utiliza um sistema, seja ele pago ou não, com licença mais ou menos restritiva ou não, porque este sistema supre as suas necessidades.

Para finalizar, acho que o setor de serviços, o que mais se beneficia das tecnologias livres e menos restritivas, poderia se beneficiar mais se a documentação e padronização de produtos fosse levada mais a cabo pelas pessoas que lidam com estas atividades.

A padronização e a documentação são elementos essenciais para o sucesso de um produto, ou seja, para um suporte computacional de alta qualidade.

Sei que muitas empresas criam soluções baseadas em tecnologias “Open Source” e muitos clientes têm dor de cabeça, pois tudo é feito mais para se ganhar dinheiro do que para se prestar um bom serviço.

Acaba que acontece algo semelhante ao já mencionado acima, do usuário disposto a migrar que se torna um inimigo do sistema. E uma empresa inimiga do sistema é pior do que um usuário inimigo deste sistema, pois as empresas têm outras empresas como contatos, e notícias ruins são mais rapidamente difundidas do que as boas. Entre empresas então nem se fala.

Nov

10

Falta de Tempo

November 10, 2007 | Leave a Comment

Pessoal, estou muito atarefado. Minhas idéias por enquanto estão só no papel.

Para o Blog não ficar inativo vou publicar uns clips até que eu tenha tempo disponível novamente para publicar meus escritos.

Nov

4

*BSDstats Project

November 4, 2007 | Leave a Comment

Um projeto importante, apesar de não ser muito conhecido e divulgado pela própria comunidade, que tenta compilar uma lista de hardware e software onde rodam sistemas *BSD, visando demonstrar aos vendedores de hardware e software que estes sistemas são utilizados de forma séria, não somente de forma artesanal, mundo afora.

Segue abaixo uma cópia do texto de introdução contido na página principal do projeto: http://www.bsdstats.org/

“Our Mission”

“The mission of this site is to compile semi-accurate numbers for advocacy and marketing of the *BSD operating systems.”

“More specifically, we are trying to demonstrate to hardware and software vendors out there that *BSD should be viewed as a serious operating system, not just as a hobbyist system, for support (ie. hardware drivers) purposes.”

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