Nov

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De acordo com a agência Xinhua o pacote visa estimular a economia do país até 2010, que deve diminuir suas exportações em virtude da crise mundial. O pacote também inclui aumento no financiamento de pequenas e médias empresas, estimulando o consumo interno. Os investimentos serão concentrados em infra-estrutura e bem-estar social. Com isso espera-se que o Governo Chinês mantenha o atual ritmo de crescimento.

Nov

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A Moeda

November 8, 2008 | Leave a Comment

A moeda é definida como um instrumento de troca como mencionado no post anterior, utilizada na troca de bens e serviços e com aceitação garantida por lei.

Dentre as suas funções podemos destacar: 1) instrumento de troca [ sem ela as trocas teriam que ser diretas e deveria haver dupla coincidência de desejos para que elas fossem efetuadas. Por exemplo, se um sapateiro quisesse consumir feijão deveria encontrar um agricultor que desejasse adquirir sapatos. A Economia seria baseada em trocas, de Escambo ]. 2) unidade de conta [ a moeda agrega valor de mercadorias diferentes. Por exemplo, se uma batata custa $5 e uma maça $10, 2 batatas podem ser trocadas por uma maçã ]. 3) reserva de valor [ a moeda pode ser guardada para uso posterior, embora a reserva de valor para uma pessoa não necessariamente valha para toda a sociedade, pois a quantidade de moeda não determina a riqueza de um país, mas sim a sua produção global ].

No passado a moeda era lastreada no ouro, mas com o desenvolvimento do Comércio Internacional não foi mais possível trabalhar com esta conversão. Assim como bens e serviços, a moeda também possui um Oferta e uma Demanda.

Para definir a Oferta de Moeda precisamos de um conceito denominado Meios de Pagamento(M). Ele consiste na soma da moeda em poder do público(PP), ou seja, dinheiro físico, mais a quantidade de Depósitos à Vista(DV). Estes depósitos não fazem parte do caixa dos bancos comerciais e a quantidade de dinheiro em poder destas instituições e do Governo não é considerada no cálculo, que procura medir a liquidez no Setor Produtivo Privado. Então, M = PP + DV.

Quando os Meios de Pagamento sofrem alterações ocorre “criação” e “destruição” de moeda. Por exemplo, quando o Banco Central(BC) troca dólares por reais há criação de moeda; quando o BC vende dólares aos importadores há “destruição” de moeda; quando um banco comercial empresta dinheiro a um cliente há “criação” de moeda [ veremos isso mais adiante ]; quando um cliente resgata um empréstimo em um banco comercial há “destruição” de moeda; quando um cheque é emitido não há “criação” nem “destruição” de moeda, mas simplesmente uma transferência de recursos [ a moeda do DV é também denominada Moeda Escritural ou Bancária. Quando um cheque é emitido e resgatado uma quantidade de moeda escritural é transformada na mesma quantidade de moeda física => não há alteração nos Meios de Pagamento ].

Percebam a importância do BC cujo objetivo é regular a moeda e o crédito, mantendo a liquidez do sistema econômico. Não é à toa que ele tem o monopólio sobre as emissões de moeda, além de servir como Banco dos Bancos [ as transferências de recursos entre bancos comerciais se dá via BC, assim como empréstimos que o BC faz a estas instituições, o que é conhecido como Redescontos ]. O BC também serve de canal do Governo para a implantação de políticas monetárias e é depositário das Reservas Internacionais [ é ele quem administra o Câmbio e as Divisas Internacionais do país ].

Resumindo, o BC tem a sua disposição instrumentos para manter a liquidez do sistema financeiro. São eles: a) emissões de moeda, b) reservas de bancos comerciais, c) operações no Open Market, d) redescontos, e) regulamentação de moeda e crédito.

Alguns destes instrumentos já foram mencionados, outros não. o ítem b) diz respeito a uma obrigação que os bancos comerciais têm de reter parte dos seus depósitos no BC, que não poderão ser utilizados para empréstimos ou outras aplicações. Esta medida evita a multiplicação descontrolada de Moeda Escritural; c) consiste em um mecanismo onde o BC emite Títulos do Governo no Mercado de capitais. Quando ele vende estes títulos “enxuga” dinheiro do mercado, ou seja, diminui a quantidade de moeda em circulação. Quando ele recompra estes títulos “irriga” o sistema com moeda, aumentando os Meios de Pagamento. e) através de política de juros, controle de prazos, regras de financiamento, definidas pelo BC, ele consegue afetar o sistema financeiro e consequentemente a quantidade de moeda em circulação.

Lembra quando tratamos da “criação” e “destruição” de moeda, quando eu mencionei que os bancos privados “criavam” moeda quando emprestavam dinheiro aos clientes? Pois é, eles têm uma autorização que lhes permite emprestar mais do que têm em depósitos.

Este mecanismo permite que eles sejam remunerados pelos serviços prestados aos clientes. Não cabe aqui julgar se ele é justo ou não. Vamos às explicações: dada uma injeção monetária inicial o sistema bancário pode criar moeda num valor múltiplo desta injeção inicial.

Considere o exemplo onde para um dado banco ele deve reter 45% de um depósito como Reserva Obrigatória. Dada uma injeção inicial de $150 ele retém $67,5 e empresta $82,5, que retorna ao banco na forma de depósito. Ele então retém $37,125 deste depósito e empresta $45,375, que também retorna ao banco como um depósito posterior, e por aí vai.

O ganho do banco neste exemplo ao utilizar este procedimento é determinado por uma PG de razão q = 0.55, cuja soma dos termos é $150/(1-0.55) = $333,3. O depósito inicial de $150 se transformou em $333,3, ou seja, um ganho da ordem de 2. O termo 1/(1-q) é denominado Multiplicador Bancário e é inversamente proporcional à Taxa de Reservas (45% de cada depósito).

Veja que quanto maior a taxa de Reservas Obrigatórias(Compulsórios), menor o poder de multiplicação de moeda pelos bancos comerciais. Representa mais uma forma de o BC controlar a oferta de moeda.

A capacidade de os bancos emprestarem também depende da quantidade de moeda em poder do público(PP). Quanto menos dinheiro o público deixa nos bancos menor a capacidade de o setor bancário realizar empréstimos. Existem vários tipos de Multiplicadores Monetários mas o tratamento deles foge ao objetivo deste post.

O que acontece nos EUA está relacionado com esta capacidade que os bancos comerciais têm de “criar” moeda. Só que lá eles não respeitaram muito esta regra de multiplicação, ou seja, emprestaram muito além do que é recomendado emprestar quando não se tem. Então os calotes sucessivos fizeram com que várias instituições quebrassem. Mesmo transformando estas dívidas em títulos ninguém os queria comprar, pois o resgate representa um risco muito alto.

Com isso o Governo Americano lançou um pacote para comprar estes papéis e “injetar” dinheiro nos bancos, devolvendo a liquidez que outrora não existia. Por aqui o BC diminuiu o Compulsório, aumentando a capacidade de os bancos comerciais realizarem empréstimos, injetando dinheiro na economia com o objetivo de diminuir os efeitos da crise por aqui.

Nov

7

A Macroeconomia procura analisar o comportamento de grandes agregados. Isso significa que questões específicas dos mercados não são consideradas. Se queremos analisar a atividade econômica do Brasil por exemplo, ele é um grande agregado, e para facilitar esta análise temos que trabalhar com um modelo simplificado.

O modelo define a moeda como um instrumento de troca simplesmente, ou seja, neutra. As contas procuram medir a produção corrente e se referem a um fluxo, como por exemplo, o valor das exportações durante um ano, o Produto Nacional durante o ano de 2006, etc.

Inicialmente considera-se o sistema composto por Famílias e Empresas sem formação de Capital. As empresas produzem bens e serviços e as famílias auferem rendimentos pela prestação de serviços. As Empresas pertencem ao setor Famílias e os seus acionistas também são remunerados pelos serviços prestados às suas próprias empresas. Toda a produção é consumida.

Surgem então os conceitos de Salário [ remuneração dos serviços do Fator Trabalho ], Aluguel [ remuneração dos serviços dos Fator Terra ], Lucro [ remuneração dos serviços do fator Capital Físico ] e Juros [ remuneração dos serviços do fator Capital Monetário ]. Veja que no ponto de vista de um Economista o Lucro pode ser considerado um Custo de Produção.

Observa-se então o seguinte ciclo: as firmas remuneram as famílias, as famílias compram das firmas, as firmas recebem das famílias pela venda dos bens e serviços produzidos, as firmas remuneram as famílias, …, ou seja, o produto gera renda, a renda gera consumo, o consumo gera produto, o produto gera renda, a renda gera consumo, …

Neste modelo simplificado o FLUXO DE RENDIMENTOS É IGUAL AO FLUXO DE PRODUÇÃO e a atividade econômica pode ser medida sob três óticas: (1) do consumidor, (2) dos custos e (3) da produção. (1) recebe o nome de Despesa Nacional(DN), que representa as despesas dos consumidores quando consomem bens e serviços. (2) recebe o nome de Renda Nacional(RN), pois representa os rendimentos pagos aos fatores de produção, no caso os consumidores. Como estamos lidando com um modelo simplificado o ganho obtido pela venda de toda a produção é transferido ao setor Famílias. (3) recebe o nome de Produto Nacional(PN), representando o valor de todos os bens e serviços produzidos em determinado período. Logo, RN = PN = DN.

Quando admitimos a formação de Capital as Famílias podem poupar e as Empresas podem investir em Bens de Capital. Surgem então dois novos conceitos: Poupança(S) e Investimento(I). A Poupança é definida como a RN não consumida no período, ou seja, uma renda que não é gasta no consumo de bens e serviços.

E para finalizar incluem-se dois outros setores: Público e Externo. O primeiro arrecada através de impostos diretos, indiretos, taxas, multas, contribuições, e gasta para manter ministérios, secretarias, autarquias, subsídios e com empresas público-privadas ou simplesmente públicas. O Setor Externo compreende as Importações(M) e Exportações(X).

Através destes conceitos podemos estimar o Produto Interno Bruto(PIB) e o PNB(Produto Nacional Bruto). O primeiro diz respeito à RENDA DEVIDA A PRODUÇÃO DENTRO DOS LIMITES TERRITORIAIS DO PAÍS, MAS NÃO INCLUI A REMUNERAÇÃO DOS ATIVOS PERTENCENTES A ESTRANGEIROS.

Para incluir esta parcela definimos a Renda Líquida de Fatores Externos(RLFE), que é dada pela diferença entre a Renda Recebida do Exterior(RR) e a Renda Enviada ao Exterior(RE): RLFE = RR - RE. O PNB diz respeito Á RENDA EFETIVAMENTE PERTENCENTE AOS NACIONAIS.

Portanto, PNB = PIB + RLFE. Quando RR > RE, PNB > PIB; quando RR < RE, PNB < PIB. Agora podemos entender porque o Governo Brasileiro e os jornais preferem divulgar os dados do PIB em vez do PNB!

Oct

24

Uma marca da crise financeira que se instalou nos EUA e que já está praticamente espalhada pelo mundo já pode ser observada: casas custando $1(um dólar). Pois é, trata-se de duas casas em um bairro de Detroit que foram retomadas por falta de pagamento, mas que devido ao custo de mantê-las até que fossem vendidas novamente, desfazer-se delas custa menos ao banco do que anunciá-las.

As duas casas têm dois quartos e de acordo com esta reportagem em O Globo Online investindo $6 mil (creio que em obras) o comprador já pode começar a morar no imóvel.

Por aqui o governo já tomou vergonha na cara e ditou uma medida provisória autorizando dois grandes bancos públicos a comprarem carteira de créditos de bancos privados em eventual dificuldade de liquidez. E o dólar parece em escalada, pois não há moeda circulando. As reservas cambiais que foram utilizadas pelo BC para ajudar aos exportadores pode prejudicar o país pois o Brasil no cenário internacional não siginifica nada [não no sentido negativo, pois se realmente a situação chegar ao extremo e esta tática de utilizar as reservas for mais imprescindível do que desviá-las para outros fins, mesmo que o BC teoricamente vá reaver esta quantia [ eles não estão assumindo este negócio diretamente com os exportadores, mas com bancos, agentes intermediários que passam a dever ao BC e que teoricamente devolverão o montante ] algo de muito ruim pode acontecer que não torne isso possível].

E sem querer ser pessimista, pensar em algo de muito ruim neste período não está tão longe da realidade. Está mais do que claro que esta crise é a pior desde a grande depressão de 1929, e talvez uma nova ordem mundial surja daí. Já é evidente uma desaceleração no consumo. Isso significa menos investimentos, menos empregos, aumento da pobreza e da criminalidade, no mundo todo. Por mais que “meia dúzia” de magnatas pareçam controlar o sistema financeiro internacional, em uma crise global todos são afetados e quem sofre mais são os menos favorecidos.

Oct

11

O presidente dos EUA George W. Bush fez uma inesperada participação no encontro do G20 sobre a crise financeira, presidido pelo Brasil e realizado hoje em Washington.

Na manhã do mesmo dia em um encontro com os líderes do G7 na casa branca ele disse: “Em um mundo interconectado, nenhuma nação sai ganhando ao prejudicar outra. Estamos juntos nisso. E vamos superar isso juntos. Houve momentos de crise no passado em que nações poderosas voltaram suas energias uma contra as outras ou procuraram se isolar do mundo. Desta vez é diferente”

Esta não é a sua primeira declaração relativa à economia do país. E apesar destes pronunciamentos não terem surtido efeito acalmando os mercados, assim como o pacote de $700 bilhões, pelo menos ele mostra-se mais sensato do que o falastrão do nosso Presidente, que ontem fez uma profecia de um natal extraordinário e mais tarde, talvez tendo sido chamado à realidade pela própria consciência, advertiu o povo para consumir sim, mas comprando somente o necessário.

A próxima semana será de muita expectativa pois os líderes das principais economias mundiais já começaram as articulações em busca de uma solução para o grave problema. Até o momento percebo que o único empecilho partiu dos comentários do FMI na semana passada, que ao sugerir flexibilidade fiscal nos emergentes por conta da redução nos preços das matérias-primas resultante da desaceleração do consumo, indiretamente contribuiram para a sexta-feira de pânico nas principais bolsas do mundo.

A especulação faz parte do mercado e muitos estão ganhando rios de dinheiro com essa desgraça toda. De início temos até margem para pensar em uma teoria da conspiração do FMI devido aos pronunciamentos feitos pelos seus dirigentes, embora não tenham mentido em mencionar hoje por exemplo, que os países emergentes podem sim ser afetados pela crise no sistema financeiro americano.

Agora, se eles sabem que estes pronunciamentos têm forte influência sobre o andamento dos negócios por quê não agir com cautela?

Oct

10

Dia 01/10/2008 a seção Bairros de O Globo Online publicou uma notícia com o título “Lixo que reduz conta de luz premiado pela ONU

De acordo com a manchete um projeto liderado por uma multinacional espanhola, controladora de distribuidoras de energia que atuam em dois estados no Brasil, foi uma das vencedoras do prêmio Empresas Globais e Desenvolvimento concedido em Nova Iorque pela Câmara de Comércio Internacional.

De acordo com o projeto o cliente cadastrado recebe um cartão eletrônico, abastecido com créditos pela quantidade de lixo que é pesado em postos de coleta recicláveis.

A reportagem menciona que o valor dos créditos depende da massa e tipo de resíduos. Ela cita, por exemplo, que 1Kg de garrafas PET valem R$0,30 e que o cobre, matéria-prima para a construção da rede, não é aceito.

O prêmio ressalta as ações do setor privado que aceleram o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a iniciativa foi elogiada por integrar reciclagem e acesso dos pobres à eletricidade.

Baseado nisso eu resolvi executar uma simulação. De acordo com este artigo da Wikipedia uma garrafa PET de dois litros tem massa aproximada de 54g. Assumindo que R$10,00 seja um crédito justo, um indivíduo membro deste clube de vantagens precisaria recolher por mês mais de 600 garrafas.

Tudo bem, eu aceito que o mercado de lixo reciclável tem adquirido importância relativa e que realmente pode servir como aliado para diminuir as desigualdades sociais, mas o que percebo é uma intenção oculta de manter os menos favorecidos sempre na mesma condição de subserviência.

Sinceramente ficaria muito satisfeito ao ler que uma empresa privada ganhou um prêmio por ter implantado um projeto de integração ao mercado de indivíduos menos favorecidos, montando um banco de currículos e integrando ao seu quadro de funcionários os mais capacitados de acordo com algum processo seletivo justo.

Se algum de vocês souber de algum projeto nestes moldes por favor me avise que eu faço questão de divulgar aqui. No mais, para mim estes prêmios deveriam ter a sigla PIPPMG (Prêmio de Incentivo à Perpetuação da Pobreza e Miséria Globais).

Sep

30

Sem-teto de Classe Média

September 30, 2008 | 1 Comment

Acabei de ler na Folha Online uma resportagem bastante interessante sobre os sem-teto de classe média resultado da crise imobiliária norte-americana.

Eles vivem dentro de carros em estacionamentos onde podem passar a noite, na Califórnia. Como de dia é proibido permanecer no local muitos passam o dia dirigindo, procurando emprego, trabalhando ou então fora dali esperando o horário para retornar.

Alguns entrevistados relataram que trabalhavam no setor imobiliário mas que perderam tudo à medida que as comissões de venda foram secando devido ao reduzido número de compradores. Isso fez com que não conseguissem mais custear suas hipotecas, sendo obrigados a devolver seus imóveis aos bancos. Outros devido a crise passaram a não mais conseguir pagar seus aluguéis. Há um relato de uma família que mora em um trailer com dois filhos.

O interessante é que o fenômeno não envolve pessoas que foram excluídas do sistema e que por isso perdem até um pouco de sua identidade, onde quase frequentemente é necessária a realização um trabalho de ressocialização. Não, são pessoas como nós, com acesso à informação, tecnologias, etc, que dentro de uns meses perderam a capacidade de consumir por conta da bolha imobilária que estourou, ou se não estourou, está prestes a estourar.

Em outra análise que li, não lembro de onde agora, o autor argumentou que a crise também tem um componente forte de especulação por parte dos próprios corretores de imóveis, que falsificavam documentos de modo a permitir a aquisição dos bens por pessoas que não tinham condições de pagar as prestações, tudo em nome da famosa comissão.

Clique Aqui para ler a reportagem.

Aug

29

Hoje eu recebi uma ligação inusitada. Primeiro o atendente me disse que a ligação estava sendo gravada. Depois me parabenizou pelo ótimo relacionamento com a administradora, e por fim me disse que tinha ganhado um aparelho de DVD. Calma, eu não terminei ainda!!!

Vocês acham que a administradora ia me dar um aparelho de DVD de presente? Sejam francos. Ainda mais eu, que evito a todo o custo pagar o mínimo? É claro que não né? Primeiro, eu só ganharia o aparelho se aceitasse receber um novo cartão com uma nova bandeira. Uma simulação não tão grosseira já incluiria a anuidadade deste novo cartão, e no final das contas eu é que ia pagar pelo aparelho de DVD que eles no início disseram que eu ganharia.

Resumindo, fiquem atentos porque a propaganda é enganosa mesmo. Até porque se a ligação for gravada e você topar esta encenação depois que receber o aparelho na sua casa não terá desculpa para cancelar o mau entendido.

Eu expliquei de início para o atendente que não estava interessado em um novo cartão, e ele pareceu até um pouco insatisfeito. Daí começou a enumerar “vantagens” e mais “vantagens” que eu teria, etc. Só que eu sei que ele estava fazendo o trabalho dele e também sei que cada vez que ele consegue empurrar uma “promoção” dessas para algum desavisado ganha comissão. Um minuto depois ele teve que aceitar a minha sentença: “mas filho, EU NÃO ESTOU INTERESSADO EM UM NOVO CARTÃO”.

O que eu considero um absurdo é que muitas empresas se predispõem a enganar os consumidores. Neste caso eu teria um prejuízo, e do outro lado da linha um cidadão, representando de certa forma esta empresa, tentava a todo o custo me convencer de que aquilo não era um prejuízo para mim.

Seria muito mais ÉTICO a administradora treinar seus atendentes para oferecer cartões aos clientes em vez de treiná-los para enganar as pessoas.

Links

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